
Barcelona

Atração turística
O Parc de Montjuïc estende-se por uma colina inteira na extremidade sudoeste de Barcelona, elevando-se a 173 metros acima do nível do mar e dominando tanto a malha urbana como o Mediterrâneo. O seu nome remonta ao catalão medieval — Montjuïc significa muito provavelmente "Montanha Judaica", uma referência a um cemitério judeu que outrora ocupava as suas encostas, testemunho da comunidade sefardita que viveu em Barcelona antes dos pogroms de 1391. O carácter moderno da colina foi, no entanto, amplamente moldado pela Exposição Internacional de 1929, para a qual o arquiteto catalão Josep Puig i Cadafalch projetou o grandioso eixo da Avinguda de la Reina Maria Cristina, e o Pavilhão Alemão — a obra de referência de Ludwig Mies van der Rohe em vidro e travertino — foi erguido como contribuição nacional da Alemanha. Esse pavilhão foi demolido após o encerramento da Exposição, mas meticulosamente reconstruído no mesmo local em 1986, e continua a ser uma das obras de arquitetura moderna mais visitadas de Espanha.
Entre 1929 e 1992, a colina carregou associações mais sombrias: o Castell de Montjuïc, uma fortaleza militar do século XVII originalmente construída em 1640 durante a Guerra dos Segadores, serviu como prisão e local de execuções franquistas durante e após a Guerra Civil Espanhola. O presidente catalão Lluís Companys foi fuzilado nos seus terrenos em outubro de 1940. A Câmara Municipal de Barcelona tomou posse permanente do castelo em 2007 e transformou-o num museu da paz e espaço público, retirando-lhe inteiramente a função militar. Hoje os visitantes percorrem os seus baluartes em forma de estrela para desfrutar de vistas panorâmicas que, em dias limpos, alcançam as Ilhas Baleares. Os Jogos Olímpicos de Verão de 1992 completaram a reabilitação de Montjuïc como lugar de celebração: a colina acolheu o atletismo, a ginástica, a natação e as cerimónias de abertura e encerramento no renovado Estadi Olímpic Lluís Companys — originalmente construído para umas Olimpíadas Populares antifascistas de 1936 que nunca chegaram a realizar-se, e posteriormente renovado por Vittorio Gregotti e Federico Correa para receber 65 000 espectadores em 1992.
Para além da infraestrutura olímpica, o parque é rico em instituições culturais e jardins formais. O Museu Nacional d'Art de Catalunya (MNAC), instalado no monumental Palau Nacional construído para 1929, alberga a mais importante coleção de arte românica do mundo — afrescos retirados de igrejas dos Pirenéus para preservação no início do século XX. A Fundació Joan Miró, projetada por Josep Lluís Sert e inaugurada em 1975, expõe mais de 14 000 obras do surrealista catalão num edifício inundado de luz mediterrânica. O Jardí Botànic, nas encostas mais íngremes a sul da colina, cultiva mais de 1 500 espécies provenientes de cinco zonas de clima mediterrânico de todo o mundo. A Font Màgica de Montjuïc, instalada para a Exposição de 1929 pelo engenheiro Carles Buïgas, apresenta espetáculos coreografados de água e luz nas noites de fim de semana ao longo de todo o ano.
Chegar a Montjuïc faz parte da experiência: o Funicular de Montjuïc parte da estação de metro do Paral·lel (Linhas 2 e 3) e liga ao teleférico Telefèric de Montjuïc, que prossegue até ao cume do castelo. Os visitantes que preferem caminhar podem subir pelos Jardins de Laribal, um conjunto de jardins em terraço com fontes desenhados em 1920 por Jean-Claude Nicolas Forestier. Use calçado confortável — o parque é suficientemente extenso para que mesmo uma visita focada de meio dia exija uma caminhada considerável entre os diferentes locais. A entrada no parque é gratuita; as atrações individuais cobram separadamente. O MNAC está encerrado às segundas-feiras e o horário da Font Màgica varia consoante a época, pelo que se recomenda consultar o site da Câmara Municipal de Barcelona antes da visita.
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