
London

Atração turística
A Trafalgar Square ocupa o coração histórico do centro de Londres, na Cidade de Westminster, implantada no local dos antigos King's Mews — os estábulos reais que serviam o Palácio de Whitehall. Projetada pelo arquiteto John Nash na década de 1820 e concluída por Charles Barry na década de 1840, a praça foi batizada em memória da Batalha de Trafalgar, travada a 21 de outubro de 1805, na qual o Almirante Horatio Nelson conduziu a Marinha Real britânica a uma vitória decisiva sobre as frotas combinadas francesa e espanhola ao largo da costa sul de Espanha — uma batalha que assegurou a supremacia naval britânica por mais de um século, embora o próprio Nelson tenha sido morto por um atirador francês durante o combate. O elemento central da praça, a Coluna de Nelson, foi erigida entre 1840 e 1843: o fuste de granito atinge 51,6 metros de altura, encimado por uma estátua de Nelson em arenito esculpida por E.H. Baily. Quatro leões em bronze, fundidos a partir de canhões recolhidos de navios de guerra franceses e espanhóis, foram acrescentados por Edwin Landseer em 1867, completando a icónica silhueta do memorial.
A ladear o limite norte da praça encontra-se a National Gallery, que se mudou para o seu edifício neoclássico projetado por William Wilkins em 1838, albergando uma das mais notáveis coleções de pintura da Europa Ocidental no mundo — mais de 2.300 obras abrangendo o período de 1250 a 1900. Três dos quatro plintos da praça ostentam estátuas vitorianas permanentes: o Rei Jorge IV, o General Sir Charles James Napier e o Major-General Sir Henry Havelock. O quarto — o chamado Fourth Plinth — ficou vazio em 1841 por falta de financiamento e, desde 1999, acolhe um programa rotativo de obras de arte contemporâneas especialmente encomendadas, tornando-o uma das plataformas de arte pública mais invulgares do mundo. Entre as encomendas passadas destacam-se a escultura em resina de 2009 de Marc Quinn representando uma mulher grávida com diferenças nos membros e o sundae insuflável no telhado de Heather Phillipson, em 2020.
A praça tem servido como principal espaço de reunião de Londres para protestos públicos e celebrações durante quase dois séculos. Foi palco das grandes manifestações cartistas na década de 1840, de vigílias contra o apartheid e das celebrações do Dia da Vitória na Europa em 1945, quando multidões imensas invadiram a praça ao anúncio da rendição da Alemanha. Hoje acolhe as celebrações anuais de Véspera de Ano Novo do Presidente da Câmara de Londres, o festival de luzes Diwali, eventos do Orgulho LGBTQ+ e a famosa árvore de Natal — uma tradição que remonta a 1947, quando a Noruega começou a oferecer a árvore anualmente em agradecimento pelo apoio britânico durante a Segunda Guerra Mundial. As duas fontes desenhadas por Edwin Lutyens, acrescentadas em 1939, foram parcialmente concebidas para reduzir o espaço disponível para grandes concentrações políticas — um pormenor prático que revela muito sobre a complexa história política da praça.
A entrada na Trafalgar Square é gratuita e o acesso é possível a qualquer hora. As estações de metro mais próximas são Charing Cross (linhas Bakerloo e Northern) e Embankment (linhas District e Circle), cada uma a menos de cinco minutos a pé. A National Gallery abre diariamente das 10h00 às 18h00 (às sextas-feiras até às 21h00), com entrada geral gratuita. Os visitantes que chegarem de manhã cedo encontrarão a praça mais tranquila e fotogénica, com uma luz dourada a incidir sobre a Coluna de Nelson antes da chegada das multidões de turistas. O terraço norte elevado da praça — a Grande Escadaria acrescentada durante a pedonalização da estrada norte em 2003 — oferece a melhor vista desobstruída sobre todo o comprimento de Whitehall em direção ao Palácio de Westminster.
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