
Brussels

Atração turística
Os Museus Reais de Belas-Artes da Bélgica (Musées Royaux des Beaux-Arts de Belgique) formam um dos maiores e mais importantes complexos museológicos de arte da Europa, reunindo uma coleção permanente de mais de 20.000 obras que abrangem do século XV ao século XXI. Situado na Rue de la Régence 3, no centro de Bruxelas, o complexo é composto por seis instituições distintas: o Museu dos Mestres Antigos, o Museu Magritte, o Museu Fin-de-Siècle, o Museu de Arte Moderna e Contemporânea (seleção) e os ateliers dos pintores Antoine Wiertz e Constantin Meunier. Em conjunto, traçam um arco ininterrupto da cultura visual belga e europeia, dos Primitivos Flamengos ao Surrealismo e além.
As origens da coleção remontam a 1797, quando as autoridades da Revolução Francesa confiscaram obras de arte de igrejas e propriedades aristocráticas dos Países Baixos Austríacos e as depositaram em Bruxelas. O governo de Napoleão estabeleceu formalmente um museu público no local em 1801. O atual edifício principal neoclássico, projetado por Alphonse Balat — autor também das Estufas Reais de Laeken — foi inaugurado em 1887 sob o patrocínio do Rei Leopoldo II. A sua imponente fachada colunada e as galerias iluminadas por claraboias foram concebidas especificamente para expor a coleção de Mestres Antigos, que continua a ser o núcleo histórico do museu. Uma extensão subterrânea que liga o complexo ao Museu Magritte foi acrescentada no século XX, e o Museu Fin-de-Siècle abriu em 2013 num espaço subterrâneo dedicado, que apresenta a notável explosão artística ocorrida na Bélgica entre 1868 e 1914.
A amplitude da coleção permanente é extraordinária. O Museu dos Mestres Antigos conserva obras emblemáticas de Rogier van der Weyden, Hans Memling e Pieter Bruegel, o Velho — incluindo o famoso A Queda dos Anjos Rebeldes (1562) — a par de grandes telas de Peter Paul Rubens, Anthony van Dyck e Jacob Jordaens. O Museu Magritte, inaugurado em 2009 nos três andares do adjacente Hotel Altenloh, detém a maior coleção mundial de obras de René Magritte, com mais de 230 pinturas, desenhos, guaches e esculturas que percorrem a carreira do mestre surrealista, desde os seus primeiros trabalhos comerciais até imagens icónicas como A Traição das Imagens. O Museu Fin-de-Siècle destaca os movimentos simbolista e Art Nouveau belgas, com obras de Fernand Khnopff, Félicien Rops e James Ensor, a par de figuras internacionais como Auguste Rodin e Paul Gauguin.
Os visitantes devem reservar pelo menos meio dia para fazer jus a um único sub-museu; recomenda-se um dia inteiro para quem pretenda percorrer várias coleções. O complexo museológico fica a cinco minutos a pé da paragem de elétrico da Place Royale e situa-se junto ao sítio arqueológico de Coudenberg e ao Museu BELvue, tornando o quarteirão envolvente numa das zonas culturais mais densas da capital belga. Estão disponíveis bilhetes combinados para vários sub-museus, e o Brussels Card garante entrada gratuita. Os audioguias são oferecidos em vários idiomas, e os museus organizam regularmente exposições temporárias que contam com importantes empréstimos de instituições internacionais.
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