O Museu Thorvaldsen é a homenagem de Copenhaga a Bertel Thorvaldsen (1770–1844), o escultor dinamarquês-islandês que partiu de origens humildes — o seu pai era um entalhador de madeira oriundo da Islândia — para se tornar o escultor neoclássico mais celebrado da Europa depois de Antonio Canova. Thorvaldsen passou mais de quatro décadas a trabalhar em Roma, onde produziu monumentais obras em mármore para papas, imperadores e cortes reais por todo o continente. A sua estátua de 1803 Jasão com o Velocino de Ouro lançou a sua reputação internacional quase de um dia para o outro, e as encomendas sucederam-se por parte do círculo de Napoleão, do Vaticano e da família real prussiana. Quando regressou finalmente a Copenhaga em 1838, após 40 anos no estrangeiro, a cidade recebeu-o como um herói nacional.
O edifício do museu, concluído em 1848 — quatro anos após a morte de Thorvaldsen — foi projetado pelo arquiteto Michael Gottlieb Bindesbøll e é considerado um dos mais notáveis exemplos de arquitetura neoclássica dinamarquesa. Bindesbøll rompeu decisivamente com o design convencional de museus ao revestir o exterior com frisos policromáticos vibrantes que retratam o regresso triunfal de Thorvaldsen a Copenhaga em 1838, pintados diretamente nas paredes de estuque em tons de terracota, ocre e azul-céu. O pátio interior alberga o próprio túmulo de Thorvaldsen — uma sepultura simples, coberta de relva, encaixada no pavimento do pátio — tornando o museu simultaneamente uma galeria, um monumento e um mausoléu. O edifício situa-se na ilha de Slotsholmen, imediatamente adjacente ao Palácio de Christiansborg, no coração histórico da capital dinamarquesa.
A coleção é de uma completude impressionante. O museu alberga praticamente toda a obra de Thorvaldsen: mais de 500 esculturas em gesso e mármore, incluindo o colossal Cristo e os Doze Apóstolos — originalmente criado para a Igreja de Nossa Senhora em Copenhaga — bem como bustos de Byron, Schiller e do Papa Pio VII. Para além das esculturas, a coleção inclui mais de 1.500 dos seus desenhos e esboços, a sua coleção pessoal de arte com gemas e moedas antigas, e pinturas de contemporâneos que reuniu durante os seus anos romanos. Em conjunto, documentam não só a sua obra, mas todo o seu método de trabalho, desde o primeiro esboço em argila até ao mármore acabado.
Os visitantes devem reservar pelo menos 90 minutos para percorrer a sequência de salas abobadadas e de cores saturadas, cada uma pintada numa paleta distinta — vermelho pompiano intenso, amarelo pálido, verde acinzentado — que Bindesbøll calibrou para complementar o mármore branco. A entrada no museu é gratuita às quartas-feiras e fica a uma curta caminhada da estação de metro Kongens Nytorv, ou a um agradável passeio pelo canal a partir do Museu Nacional da Dinamarca. Chegue cedo nos dias de semana para desfrutar das grandes salas quase em exclusivo; a acústica do edifício e a luz natural que entra pelas claraboias elevadas recompensam quem explorar o espaço sem pressa.